“Quando mostramos ao jovem o que ele póde fazer no seu cotidiano, apontando os benefícios econômicos e os impactos na preservação ambiental daquelas ações, a probabilidade de ele mudar de comportamento é alta”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.
Em um recorte específico sobre as alterações climáticas, perguntou-se aos jovens se, de posse de mais informações sobre o tema, eles adotariam novos hábitos em suas vidas. O cenário aferido foi positivo, com 40% dos entrevistados afirmando que gostariam de ter mais informações e que acreditam que isto contribuiria para que adotassem práticas sustentáveis. Na opinião de 78% dos jovens, as pessoas em geral mudariam de comportamento se estivessem mais informadas sobre os danos ambientais causados pelas mudanças climáticas.
O estudo propôs também aos entrevistados a análise de contextos cotidianos relativos aos temas Casa, Alimentação e Transporte para, em um primeiro momento, aferir o perfil de comportamento dos jovens quanto aos temas e, em seguida, propor questões relacionadas à sustentabilidade para detectar o nível de compreensão dos jovens sobre as questões e de aceitação às soluções propostas.
No quesito Casa, o cenário de compostagem urbana como solução ao desperdício de lixo orgânico, passível de ser implementada em áreas residenciais, foi aceito por 78% dos entrevistados. Já a proposta de lavanderias coletivas, como solução ao desperdício de energia pelo uso individual de máquinas de lavar, obteve adesão de apenas 22% dos jovens.
Em Alimentação, a proposta de jardins urbanos como alternativa ao cultivo de alimentos em grandes áreas de produção, longe do consumidor final, recebeu a adesão de 52% dos entrevistados. Em paralelo, a proposta de embalagens de legumes e verduras, para que supermercados comprem de produtores locais, teve a aceitação de 48% dos jovens. Por fim, em Transporte, 53% dos entrevistados manifestaram adesão ao cenário rede de bicicletas como alternativa para o uso de carros na cidade. Dos entrevistados, 47% aceitariam o cenário compartilhar o carro para reduzir a poluição gerada pelos veículos automotores.
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Fonte: Instituto Akatu

