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Formalização abre portas para artesão no Rio de Janeiro

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Há uma década trabalhando no carnaval carioca, Clébio Freire de Freitas, de 30 anos, já acumulou muita experiência como artesão. Nesse período, especializou-se na confecção de adereços, como chapéus e máscaras. Também ensina sua arte na Associação de Mulheres Empreendedoras do Brasil (Amebras), que é voltada para capacitação de profissionais e tem parceria com o Sebrae no Rio de Janeiro. Esse ano, ele estreia como carnavalesco da Grêmio Recreativo Escola de Samba Palmeirinha, de Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense.


Para transformar todo esse conhecimento em fonte de renda, Clébio conta que foi preciso se formalizar como Empreendedor Individual (EI), figura jurídica criada em 2008 para quem fatura até R$ 60 mil por ano. Ele conheceu as vantagens e os benefícios do EI durante uma palestra realizada no começo de dezembro, quando o Sebrae promoveu várias ações para mostrar aos profissionais do carnaval em que categorias poderiam se enquadrar.

“Fiquei muito motivado e decidi me inscrever. Eu já perdi dinheiro porque não tinha Nota Fiscal para vender minhas peças ou fechar uma apresentação de um show de samba. Agora, tenho muitos planos para esse ano”, anima-se Clébio. Ele se registrou como artesão em outros materiais, uma das 14 categorias previstas na lei e que engloba as diferentes técnicas de adereço como rendeira, acabador de calçados e boneleiro (fabricante de bonés).

“Nosso objetivo é que o profissional da economia criativa encontre a correspondência imediata entre o que ele faz e o que está previsto na lei, ou seja, como pode se encaixar como Empreendedor Individual”, reforça a gerente de Economia Criativa do Sebrae no Rio de Janeiro, Heliana Marinho.

Ao longo de 2012, o Sebrae vai promover uma série de atividades junto aos profissionais da cadeia produtiva do carnaval fluminense, em parceria com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e Amebras.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias