No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão observada foi de 3,1%, na comparação com o mesmo período do 2010.
De acordo com o presidente da Abramat, Walter Cover, os resultados apresentados são reflexo de um reposicionamento natural dos estoques, em função das fortes vendas de dezembro, sendo difícil ainda identificar as reais tendências de consumo para 2012. “Estamos contando com uma política econômica que promova investimentos, sem inibir o consumo das famílias, como ocorreu na primeira metade de 2011”, explica.
Materiais de base e acabamento
O faturamento deflacionado com as vendas de materiais básicos recuou 1,5%, em relação a dezembro de 2011. Na comparação com janeiro de 2011, no entanto, um aumento de 6,1% foi registrado.
Quanto aos materiais de acabamento, o levantamento apontou um pequeno aumento de 0,4% em janeiro, na comparação anual, e uma forte queda de 12,6%, no confronto mensal.
Já em relação aos últimos 12 meses, os materiais de base tiveram um aumento de 0,9% nas vendas, enquanto que os de acabamento tiveram um aumento de 7,2%. “O ano passado foi um bom período para os materiais de acabamentos, mas não para a infraestrutura, por exemplo. Com isso, os produtos de base foram penalizados”, justifica Cover.
Nível de emprego
Em relação ao nível de emprego na indústria de materiais de construção, o levantamento mostra ainda um avanço de 4,5% em relação a janeiro do ano passado e aponta estabilidade de empregos em relação a dezembro.
Expectativa
Para 2012, o setor aposta em uma alta de 4,5% do faturamento da indústria de materiais da construção, se apoiando na continuidade dos programas do governo, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o Minha Casa, Minha Vida, bem como nas previsões de aumento da disponibilidade de crédito da população.
Fonte: InfoMoney

