Pedro Gonçalves, consultor do Sebrae-SP, explica que a terceirização de mão de obra pelas grandes empresas também gera oportunidades de negócios que podem ser aproveitadas pelas MPEs. Atualmente, a participação do setor de serviços está em 40% do total de MPEs, ou 770 mil estabelecimentos. Comércio ainda lidera, com 48% do total (880 mil), e as indústrias vêm em terceiro, com 12% (220 mil em números absolutos).
Liderança de serviços
O setor de serviços deverá ultrapassar o comércio, em número de MPEs, pela primeira vez em 2015. Atualmente, as atividades de alimentação, compostas principalmente por lanchonetes, bares e restaurantes representam a atividade com maior número de empresas de pequeno porte no setor: 19,4% do total, com taxa de crescimento anual de 3,3%. São mais de 140 mil estabelecimentos no Estado, com 260 mil empregos e R$ 2,7 bilhões em pagamentos de salários. A tendência é que a liderança desta atividade se mantenha, o que abre oportunidades para os empreendedores. Gonçalves destaca que a população continuará investindo cada vez mais na alimentação fora de casa, pela comodidade, praticidade e agilidade.
Em seguida no ranking do setor estão os serviços de escritório e apoio administrativo, representados, principalmente, pelas empresas fornecedoras de serviços, em virtude da forte tendência de terceirização vivida pelo mercado: são 11,5% de participação no número de MPEs, com 6,7% de crescimento médio anual. Em terceiro lugar está a atividade de transporte terrestre de carga, com 9,2% de participação no número de MPEs e 4,8% de crescimento médio anual.
A expectativa do Sebrae-SP é que a expansão do segmento de serviços contribua para um forte crescimento no número de MPEs no Estado. O diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, afirma que as tendências de crescimento das empresas levam à projeção de que até 2020 o número de micro e pequenas empresas no Estado de São Paulo deverá crescer de 1,8 milhão para 2,6 milhões. E ainda completa que o ritmo moderado de expansão da economia, o grande número de pessoas em idade de trabalhar e empreender, a desburocratização e as políticas em favor do empreendedorismo contribuem para esse cenário.
Comércio e indústria
O comércio, com atualmente 48% das MPEs no mercado, apresenta a tendência de reduzir sua participação em 9 pontos percentuais até 2020, mantidas as taxas de crescimento observadas nos últimos anos. Entre as atividades com maior representatividade, o varejo de vestuário é o líder, com quase 10% da participação total de MPEs (87 mil MPEs) e taxa de crescimento médio anual de 4,9% no número de estabelecimentos. A atividade é responsável por mais de 145 mil empregos formais e R$ 1,9 bilhão em pagamento de salários.
Varejo de materiais de construção é o segundo colocado, com 6,5% de participação (57 mil MPEs) e 3,1% de crescimento médio anual. Em terceiro lugar está o comércio de autopeças, com 5,8% de participação e taxa de crescimento de 3,4%.
No setor industrial, a maior representatividade (15,3% das MPEs) fica por conta da construção, que tem crescimento anual de 8,8% no número de estabelecimentos. Em seguida está a confecção de artigos de vestuário, com 14% de participação e taxa de crescimento de 1,7%, e serviços especializados para a construção, com participação relativa de 12,4%, porém com a maior taxa de crescimento média anual do setor: 15,5%. O crescimento da renda da população e os investimentos em habitação observados últimos anos contribuem para o crescimento expressivo no número de MPEs da atividade.
*Fonte: Sebrae Notícias

