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Pesquisa mostra perfil dos solteiros paulistanos

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Intensos, impulsivos, inconstantes e entusiasmados. Essas são algumas das características dos solteiros da cidade de São Paulo, de acordo com pesquisa conduzida pela Bridge Research com 510 moradores da capital, pertencentes às classes A, B, C e D, em setembro de 2009. O levantamento mostra que 80% dos paulistanos solteiros têm, pelo menos, ensino médio, e contam com renda mensal 14% superior à dos casados. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), censo de 2000, há 2,2 milhões de paulistanos com mais de 18 anos que estão solteiros.

No que se refere à renda mensal, esses paulistanos ganham em média R$ 3.506. A análise da escolaridade mostra que nessa faixa etária (até 24 anos), 81% possuem de ensino médio a superior completo contra 59% dos casados. Os demais solteiros paulistanos têm entre 25 e 29 anos (13%); 30 a 39 anos (25%); e acima de 40 anos (43%).

Segundo Renato Trindade, presidente da Bridge Research, entre os solteiros paulistanos de 18 a 24 anos (classes A e B), 79% adoram encontrar marcas e produtos antes das outras pessoas; 35% se consideram influenciadores (as demais pessoas acham que são fonte segura de informação); e 38% aceitam pagar mais caro por marcas e produtos originais. “Um percentual de 30% afirma que prefere produtos éticos, o que indica a valorização de marcas com comprometimento socioambiental”, afirma o executivo. Sociáveis, 52% dos solteiros dessa faixa etária afirmam ter um grupo grande de amigos; intensos, 49% associam a felicidade com a possibilidade de extrair o máximo da vida; 48% gostariam de servir de exemplo às demais pessoas de como levar uma vida maravilhosa. Entusiasmo, liderança e criatividade também são características dos solteiros paulistanos (18 a 24 anos, A e B) - 38% são admirados pela paixão que têm por coisas e projetos; 23% despertam admiração pela criatividade e entusiasmo, são consideradas pessoas inspiradoras; e 22% destacam o espírito de liderança, visão e metas claras como atributos pessoais.

Para esse contingente de solteiros, o aprendizado é decorrente da experimentação, vivência e estímulos externos para formar opinião. Entre as frases que mais traduzem os solteiros paulistanos (18 a 24 anos, classes A e B) estão: “presto mais atenção nas coisas quando posso tocá-las, pegá-las”; e “presto mais atenção nas coisas, quando me convidam a experimentá-las, pela experiência”. De acordo com Trindade, esses solteiros são explosivos, argumentadores, mas optam por respeitar o espaço alheio. “Nas afirmativas, as frases que ilustram o modo de ser e agir mostram o gosto por resolver uma situação de conflito, respeitando o espaço, as opiniões e o tempo individual. As indelicadezas não são motivo de rompimentos definitivos; a segunda chance e o perdão são adotados com frequência, pois as situações de conflito são associadas a oportunidades estimulantes para o desenvolvimento de projetos em equipe”, afirma o executivo, acrescentando que em contrapartida, os solteiros dessa faixa etária possuem um temperamento mais “bombástico” quando nervosos. “Entretanto, são menos arrogantes que os casados com mais de 40 anos. Os percentuais são de 18% (solteiros) contra 32% (solteiros)”, detalha.

Quando a questão recai para interesses pessoais, 47% dos solteiros gostam de se aprofundar em temas da sua preferência; 31% têm áreas de interesse pouco convencionais e confessam a dificuldade de explicar para as pessoas o que faz e gosta; e 30% são mais convencionais - buscam informações em revistas e sites.

Fonte: Bridge Research