O cenário econômico ainda preocupa os consumidores brasileiros, mas não tanto quanto no começo do ano - período em que a crise entrava em sua fase mais aguda. Segundo o estudo “Crise ou Incerteza?”, da Nielsen Brasil, o consumo está crescendo gradativamente no País e os números mostram que o brasileiro voltou a buscar os itens preferidos e não apenas os mais baratos.
O estudo mostra, ainda que, entre todas as ações para chamar a atenção dos compradores, as ações no PDV (ponto- de-venda) foram as que se mostraram mais eficazes, tendo incrementado as vendas em 55% "Os varejistas e a indústria já perceberam que a aproximação criativa e com foco no frequentador da loja é fundamental para incentivar a venda de novos produtos", esclarece Sergio Pupo, executivo de atendimento da Nielsen.
Na análise de consumo por nível socioeconômico, a força das classes D+E, que representam 36% dos consumidores, ficou ainda mais evidente com o crescimento em todos os aspectos avaliados (frequência no ponto de venda, tíquete-médio - ou valor gasto por compra feita - e gasto total). Em contrapartida, houve queda no tíquete-médio dos consumidores de nível socioeconômico C, mas aumento na frequência no ponto-de-venda. "Esta informação mostra que o conceito de 'compra do mês' está cada vez mais distante das classes C e D+E. A visita destes brasileiros ao PDV está cada vez mais objetiva", conta Pupo. Isso significa que esses consumidores comparecem aos estabelecimentos para comprar os itens necessários para determinado espaço de tempo, sem preocupação em estocar produtos.
Confiança do consumidor
A percepção do bom momento da economia também foi verificada em um levantamento global da empresa - com 17.107 pessoas, em 50 países - que coloca o País em quarto lugar no ranking mundial de confiança do consumidor, atrás apenas de Indonésia, Índia e Filipinas. No Brasil, a confiança está em 96 pontos, 14 acima da média global.
Fonte: Nielsen Brasil

