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Vale-transporte poderá ser totalmente custeado pelo empregador

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A CAS (Comissão de Assuntos Sociais do Senado) aprovou, em decisão terminativa, projeto que determina o custeio integral do vale-transporte pelos empregadores. Atualmente, o trabalhador contribui com até 6% de seu salário básico para custear o benefício.

O projeto, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), determina que o empregador arque com toda a despesa, mas prevê a dedução dos gastos como despesa operacional na determinação do lucro real da empresa ou no cálculo de Imposto de Renda devido. Em seu parecer favorável, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) argumenta que o vale-transporte sem desconto no salário do empregado poderá funcionar como incentivo para utilização do transporte coletivo. O projeto será enviado para sanção da Câmara dos Deputados.

A CAS aprovou outros dois projetos também relacionados aos direitos do trabalhador: o PLS 187/06, também de Paim, concede aos operadores de redes de telefonia móvel o adicional de periculosidade de 30% sobre seu salário (como já acontece no trabalho em redes de energia elétrica); e o PLS 493/09, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) estende o mesmo adicional de periculosidade (30%) aos empregados em serviços de portaria, vigilância e segurança, por entender que são atividades perigosas.

A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) preferiu transformar a proposta em substitutivo, retirando a possibilidade de faxineiros e serventes receberem a mesma gratificação, quando substituindo porteiros e vigias. Ela também optou por incluir a proposta dentro da CLT (Consolidação das Leis de Trabalho), no artigo que trata de atividades perigosas de trabalhadores em contato permanente com inflamáveis e explosivos. Este projeto será submetido à votação em turno suplementar na CAS.

Fonte: Agência Senado