Embora tenha diminuído, o peso dos impostos ainda representa 33,58% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro - a soma de todas as riquezas e bens produzidos no País. O valor é menor do que o observado no último trimestre de 2008, quando começaram a ser sentidos com mais intensidade os efeitos da crise. À época, a carga tributária alcançou 34,41% do PIB.
Informações divulgadas nesta quinta-feira, 2 de setembro, pela Receita Federal indicam que, em 2009, o volume arrecadado com impostos, contribuições e taxas chegou a R$ 1,055 trilhão, contra R$ 1,033 trilhão de 2008.
Na mesma comparação, os tributos que tiveram as maiores variações positivas, em relação ao PIB, foram a contribuição para a Previdência Social (regime que atende os trabalhadores da iniciativa privada), com aumento de 0,35%; a contribuição para o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), com alta de 0,12%; e a Contribuição para a Seguridade Social do Servidor Público, que teve elevação de 0,05%.
Em contrapartida, devido à crise, a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) refletiu na arrecadação negativamente em 0,28%. Nesse item, o destaque foram as importações, que obtiveram variação negativa de 0,16% após a compra de importados pelo País ter diminuído 36,2% no ano passado.
No caso do Importo de Renda, a queda em 2009 foi de 0,32%, ainda sob os efeitos da crise. No Imposto de Renda retido na fonte, o recuo foi de 0,15%. Já o Imposto de Renda Pessoa Jurídica caiu 0,14% e o Imposto de Renda Pessoa Física, 0,03%. Com a retração da atividade industrial, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sofreu redução de 0,34%.
De acordo com a Receita Federal, influenciaram esse item os incentivos para enfrentar a crise concedidos pelo governo, como a redução de impostos para os carros, produtos da linha branca (como geladeiras e fogões) e da construção civil.
Fonte: Agência Brasil

