Para Benedicto Fonseca Moreira, presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), entidade promotora do encontro, essa situação deverá inverter-se no máximo em 2011. Isso desde que sejam adotadas medidas capazes de dar condições de produção para que indústria e o setor de serviços consigam atender simultaneamente os mercados interno e externo. Essa condição passou a ser irreversível depois que o Brasil optou pela abertura e ampliação de sua inserção no mercado internacional. Ele espera que do formato do atual ENAEX possa nascer uma proposta concreta para uma nova política de comércio exterior, atual e positiva, que atenda esse setor estratégico do desenvolvimento.
Moreira, em nome da classe empresarial, rebateu a recente afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a qual o importante é o mercado interno. "Num país de dimensão continental, não se trata de opção por mercados, mas sim de uma política de produção capaz de atender a ambos e cumprir a opção brasileira de abertura ao mundo. A aposta é na cadeia produtiva de forma geral, atendendo a estratégia do desenvolvimento almejado", completou. Ele afirmou que uma política de comércio exterior adequada é excelente oportunidade criada pela crise econômica mundial inclusive para agregar maior volume de empresas ao processo de exportação.
Hoje, de pouco mais de cinco milhões de empresas no país, só 18 mil vendem ao exterior e, dessas, apenas 94% vendem acima de US$10 milhões e 1% exporta acima de US$ 100 milhões.
O Secretário de Comércio Exterior, Weber Barral acrescentou que há necessidade extrema de modificar o sistema tributário brasileiro que, já antigo, embute um viés inaceitável contra as importações.
Fonte: AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil)

