Busca:     Portal Sites Parceiros
Home > Notícias > Economia >


Clima econômico brasileiro apresenta melhora

E-mail Imprimir
O ICE (Índice de Clima Econômico) da América Latina - elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV (Fundação Getúlio Vargas) - elevou-se de 4,0 pontos para 5,2 pontos entre julho e outubro de 2009, superando, pela primeira vez desde janeiro de 2008, a média de 5,1 pontos dos últimos dez anos. O índice, que vinha caindo desde julho de 2007, atingiu, em janeiro de 2009, 2,9 pontos, o menor nível da série histórica iniciada em 1990.

O ISA (Índice da Situação Atual) passou de 2,6 pontos para 3,3 pontos entre julho e outubro de 2009, e o IE (Índice de Expectativas), de 5,4 pontos para 7,0 pontos. Logo, a situação atual ainda é considerada desfavorável, mas as expectativas melhoram e continuam apontando para um cenário positivo. A região manteve-se, desta forma, na fase de recuperação do ciclo, acompanhando, portanto, o resultado mundial. Com um ISA desfavorável - 2,9 pontos - e um ICE favorável - 7,2 pontos - o ICE Mundial alcançou 5,1 pontos em outubro.

O resultado para o mundo se repete nos principais países desenvolvidos. A percepção quanto à situação atual continua desfavorável. Nos Estados Unidos, por exemplo, o ISA passou de 1,4 para 1,6 ponto. Na União Europeia, de 1,6 para 2,0 pontos. No entanto, predomina em todos os países uma avaliação favorável quanto aos rumos de suas economias nos próximos seis meses. Nos Estados Unidos, o IE elevou-se de 8,0 para 8,3 pontos e na União Europeia de 5,8 para 6,8 pontos. O baixo valor do ISA leva a
ICEs abaixo de 5,0 pontos na União Européia, Japão, Alemanha, França e Reino Unido. Nos Estados Unidos, o ICE foi de 5,0 pontos.

Enquanto a maioria dos países desenvolvidos encontra-se na fase de recuperação do ciclo econômico, com exceção da Rússia, todos os BRICs já estão na fase de “boom”, associada a ISA e IE favoráveis. Em termos rigorosos, a China estaria na fronteira, pois o seu ISA atingiu 4,9 pontos. Na sondagem de julho corrente, o maior ICE entre os BRICs era da Índia, seguido da China e depois o Brasil. A sondagem atual coloca o Brasil, em primeiro lugar, com ICE de 7,4 pontos, seguido da Índia, com 7,0 pontos, e da China, com 6,5 pontos. O ISA no Brasil aumentou de 4,3 para 6,4 pontos e o IE passou de 6,6 para 8,4 pontos. A sondagem aponta que a recuperação da economia mundial se iniciou pelos países em desenvolvimento, especialmente os chamados emergentes da Ásia e alguns países latinos.

Com relação aos países da América Latina, o Brasil se destaca por apresentar os melhores índices da região e, junto com Peru e Uruguai, ter passado para a fase de “boom”; Argentina e Paraguai saíram da recessão e entraram no ciclo de recuperação; a Bolívia está na fronteira entre a recessão e a recuperação; Chile, Colômbia e México permanecem na fase de recuperação, com melhora em todos os indicadores, mas os principais aumentos são relativos aos índices de expectativas; o Equador continua na fase recessiva, acompanhado pela Venezuela.

Fonte: IBRE-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas)