Busca:     Portal Sites Parceiros
Home > Notícias > Economia >


Desemprego na região metropolitana de São Paulo fica estável em setembro

E-mail Imprimir

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo ficou estável, ao passar de 14,2% em agosto para 14,1% em setembro, de acordo com a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgada pela Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Segundo a PED, em setembro o contingente de desempregados ficou em 1,482 milhão de pessoas, 19 mil a menos do que no mês anterior. De acordo com a pesquisa, o resultado pode ser atribuído à saída de 55 mil pessoas do mercado de trabalho e à eliminação de 36 mil vagas.

O nível de ocupação variou 0,4% para baixo em setembro, com o contingente de desempregados estimado em 9,032 milhões de pessoas. O comércio registrou retração de 3,5%, com a eliminação de 51 mil postos de trabalho. Na indústria, registrou-se estabilidade, com redução de 0,2% ou três mil vagas a menos. No setor de serviços, houve queda de 0,2%, com menos oito mil postos. O item Outros Setores (construção civil e serviços domésticos) variou positivamente 0,4%, com mais quatro mil novos postos de trabalho.

O coordenador da pesquisa pelo Seade, Alexandre Loloian, afirmou que os resultados de setembro estão diretamente ligados a fatores não tão positivos, como redução do nível de ocupação e a redução do desemprego devido à saída de mais pessoas do mercado de trabalho. “Não houve aumento de ocupação. Pelo contrário, houve até redução. Isso não era muito esperado. A participação de pessoas no mercado de trabalho já era para estar crescendo, e não caindo, como vem ocorrendo”.

O economista explicou que esse movimento atípico para o período está ocorrendo porque as pessoas estão inseguras quanto às perspectivas do mercado de trabalho. Tal insegurança decorre de avaliações pessoais a partir do observado com pessoas mais próximas, o que gera falta de otimismo.

Para o restante do ano, Loloian estima que a tendência é de melhora. A afirmação é feita com base no histórico de último trimestre, quando é esperada a admissão de mais pessoas devido às atividades próprias de final de ano.

Fonte: Agência Brasil