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Classes de renda baixa mudam perfil do consumidor brasileiro

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O perfil do consumidor brasileiro apresenta nova configuração com a incorporação das classes de menor poder aquisitivo, indica pesquisa realizada pelo Instituto Deloitte no primeiro semestre de 2009. O levantamento mostrou que a mobilidade social, com pessoas de classes menos favorecidas migrando para faixas de renda mais altas, gerou aumento no consumo de bens. A classe C, por exemplo, que teve 27% de aumento de renda, agora tem a possibilidade e a disposição de comprar automóveis e produtos mais sofisticados, como aparelhos de televisão de LCD, computadores e notebooks. A classe E, por sua vez, mostrou disposição de reformar a casa, comprar máquina de lavar roupa e telefones celulares. Até mesmo em níveis mais altos houve mudanças. Os dados revelam que as classes A e B, por exemplo, trocaram de automóveis com mais frequência e investiram na substituição de aparelhos eletroeletrônicos por versões mais modernas.

Para o líder de atendimento de varejo da Deloitte, Altair Rossato, a situação social brasileira demonstra ritmo de crescimento em razão da mudança no cenário econômico. "As classes D e E começam a apresentar novos perfis de consumo". Para ele, a explicação para a mudança está nas políticas sociais desenvolvidas pelo governo federal, que atualmente investe cerca de R$ 1 bilhão por mês em programas assistenciais direcionados às camadas mais pobres. Isso fomenta o varejo para atender às necessidades de uma esfera social que antigamente não consumia, explica Rossato.

Fonte: Agência Brasil