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Turismo de negócios cresce e movimenta cidades fora dos grandes circuitos

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Ao longo dos últimos anos, o turismo doméstico ganhou destaque no Brasil e passou a ser mais importante para a economia do País. Os grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, se destacaram no turismo de negócios, mas outras regiões têm ganhado força. O Brasil vem se posicionando como um dos destinos de negócios mais procurados, principalmente nas áreas de telecomunicações, moda, biotecnologia, finanças e petróleo.

A profissionalização do setor e as opções de entretenimento relacionadas à diversidade dos recursos naturais e culturais são alguns dos fatores que estimulam o crescimento do segmento. Segundo a coordenadora do curso de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi, Andrea Miranda Nakane, em 2011, o País consolidou-se na nona colocação em eventos internacionais pela métrica do ICCA (International Congress and Convention Association).

Hoje, há exemplos característicos de cidades que investem no turismo de negócios mais do que no de lazer. “Em razão desse crescimento, cidades como Salvador, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Recife, Búzios, Brasília, Curitiba, Gramado, Campinas, Fortaleza e Porto Alegre se destacam no ranking da ICCA”, comenta Andrea.

Além dessas cidades, começam a se destacar pequenos pólos como Macaé, Santos, Camboriú, Vitória e Natal. O número de eventos organizados pelas empresas no Brasil cresceu 43% em 2011, de acordo com a pesquisa “O Impacto Econômico dos Eventos”, realizada pela Fran6 Análise de Mercado. Andrea confirma que além do crescimento houve mais investimento em tecnologia.

Para os empreendedores, mesmo aqueles de pequeno ou médio porte, a atividade é positiva, já que utiliza toda a estrutura que envolve o turismo, como transporte, hospedagem, estabelecimentos de alimentos e bebidas e comércio local. “O turismo de negócios já é uma das atividades econômicas mais importantes do mundo”, ressalta a coordenadora.

Esse tipo de turismo também colabora na divulgação dos atrativos naturais, culturais e sociais da região sede do evento que pode utilizar a sua estrutura em momentos de baixa estação, quando a procura por turistas é pequena. Andrea declara que um fator importante que mostra a importância do turismo de negócios é a diferença de gastos entre os turistas. O de lazer costuma desembolsar, em média, 80 dólares por dia, com permanência de três dias, já o de negócios triplica seu gasto diário e aumenta para cinco dias sua estada no destino.

Turistas estrangeiros

Além de movimentar cidades fora do eixo Rio-São Paulo e alavancar a economia, o turismo de negócios tem aumentado as visitas de estrangeiros ao país e fomentado novas perspectivas de retorno, dessa vez, como turistas de lazer.  Segundo Andrea, como os eventos no Brasil têm trazido cada vez mais visitantes de outros países, os mesmos conhecem os atrativos culturais e naturais que os fazem voltar em outras ocasiões.

Seu negócio é beneficiado pelo turismo de negócios? Compartilhe suas experiências no Fórum do Santander Empreendedor.